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Contrate o caráter, treine as habilidades: como montar uma equipe incrível

Contrate caráter, treine habilidades“. A seguir pela linha de raciocínio da célebre frase do empreendedor e CEO que alavancou a Porsche em todo o mundo, Peter Schutz, muitos profissionais devem pensar – alguns até aliviados – que mais vale ser “bonzinho” do que ter um currículo qualificado para ser contratado. No entanto, trata-se de um erro clássico de interpretação. A explicação é simples: enquanto habilidades, como o manuseio de um novo software e o aprendizado de idiomas, podem ser ensinadas, o caráter não pode ser desenvolvido, pois é parte inerente da nossa personalidade.

No entanto, o grande desafio das empresas recrutadoras e dos profissionais de Recursos Humanos passa a ser a elaboração de métodos que permitam avaliar o caráter com a maior precisão possível, tanto no momento da contratação como na hora de avaliar o desempenho do funcionário no dia a dia. Neste post, você vai aprender a colocar em prática o ensinamento de Schutz, visando sempre resultados positivos para a empresa. Confira abaixo.

Por que o propósito antes das habilidades?

Na perspectiva do mundo corporativo, a postura e a conduta ética do profissional tendem a ser agregadas aos valores da própria empresa. Habilidades ainda são desejadas, é claro, no entanto, não são tão determinantes quanto o caráter, pois com a mesma facilidade com que podem ser ensinadas, também podem ser esquecidas. Além disso, qualquer RH tem preparo para contratar um profissional com portfólio extenso e anos de experiência no mercado. Mas exige expertise prever que, em poucos meses, esse mesmo profissional mega qualificado acabará se desentendendo com chefe e colegas, deteriorando o entrosamento da equipe e sobrepondo incontáveis prejuízos à grande expectativa de seus contratantes.

Na contratação, como avaliar se o profissional apresenta valores semelhantes aos da empresa?

Sim, apenas o currículo é insuficiente para avaliar os valores defendidos pelo candidato. Mas em entrevistas e dinâmicas de grupo, isso tende a ficar mais claro, desde que a filosofia da empresa também esteja definida, né? Se, por exemplo, a empresa tem histórico de investir no treinamento do funcionário desde o início, moldando cada membro da equipe para se encaixar à expectativa da organização, possivelmente um candidato que preza a versatilidade na carreira e a necessidade de vivenciar novas experiências estará descartado. Já aquele que prioriza a estabilidade e, acima de tudo, quer se sentir valorizado no trabalho, vai aderir com muito mais facilidade a um cargo que demandará muito comprometimento da parte dele.

No dia a dia, como avaliar se o profissional se encaixa na cultura da empresa?

Nos Estados Unidos, o chamado “culture fit” é um dos principais requisitos para a contratação de qualquer profissional. Os hábitos, a rotina, os valores e as metas da empresa constituem o que se entende por “cultura organizacional” e é na adaptação a ela que o caráter do profissional será posto em xeque diariamente: o modo pelo qual esse profissional lida com hierarquia, se trata bem mesmo aqueles que (aparentemente) não podem lhe dar benefícios, se contribui para a harmonia do ambiente de trabalho e, principalmente, sabe trabalhar em equipe. A partir da conjunção dessas atitudes, o RH pode mapear o caráter do profissional e avaliar se ele influencia positivamente ou não no time.

“Contratar o caráter” talvez seja o maior desafio dos Recursos Humanos de todos os tempos. No entanto, há uma tática infalível e que extrapola os manuais e as teorias da área: treinar o olhar. Consiste em observar o perfil de cada candidato e se perguntar: será que ele vai ser feliz dentro dessa empresa? No fundo, não é tão diferente de escolher um amigo ou a nossa cara metade. Com o olhar treinado e uma boa dose de sensibilidade, qualquer um pode ler discursos, gestos e valores num curto espaço de tempo e assim, quem sabe, pressentir que está diante do mais novo futuro funcionário da empresa.

E então, você acha que esse conteúdo lhe ajudou na dura missão de contratar o caráter em detrimento das habilidades? Ficou com alguma dúvida em relação a como montar uma equipe que dê resultados? Deixe seu comentário!


Fonte: Passa no RH - 99Jobs.com

06/05/2016


 

         


 
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