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Seu time realmente quer participar dos seus treinamentos?

Sexta-feira, 8h30 da manhã. Treinamento. Um grupo de estagiários começa a chegar em uma sala de hotel com as cadeiras corretamente alinhadas em formato de U. Largam suas mochilas com o material da faculdade em um canto da sala e se dirigem para a mesa do coffee com o celular nas mãos, possivelmente checando novamente as novidades do feed de notícias do Facebook – já verificado no momento em que acordaram e também no trajeto até o hotel.

Antes do treinamento começar, eles comentam sobre o último episódio de Game of Thrones, visto por alguns pela TV a cabo e por outros online, sem esquecer aqueles que já baixaram e ainda não viram. Um deles ainda comenta: “Gente, sem spoilers, por favor. Nem entrei mais no Twitter pra não saber de nada antes de assistir.”

O assunto se estende passando pelas informações tiradas do Instagram de algumas celebridades, sempre com um olho no papo e outro no celular, passando pela comparação entre sites de notícias internacionais que termina em um breve debate sobre a posição da mídia em torno do cenário político atual. A discussão é baseada em informações obtidas pelas mais diversas fontes, desde o jornal entregue no metrô até a versão mobile do The New York Times.

O facilitador do treinamento convida os participantes a buscarem seus lugares e inicia a projeção, que tem no seu primeiro slide alguns combinados. Em letras garrafais, se lê: POR FAVOR, MANTENHAM SEUS CELULARES DESLIGADOS.

A história descreve um cenário bastante comum. Os estagiários poderiam ser substituídos por trainees, analistas, gerentes ou qualquer outro cargo. Assim como os temas discutidos também poderiam ser outros, mas a relação com a informação é a mesma. Cada vez mais nós escolhemos o que queremos consumir (conteúdo) e de que maneira será essa interação (mídia).

Se estamos evoluindo para esse nível de relação com a informação, porque ainda nos prendemos aos modelos tradicionais de educação corporativa que impõem um conteúdo estabelecido por RH em formatos que geram cada vez menos engajamento? Por qual razão, no momento do aprendizado, solicitamos gentilmente para que todo o conhecimento que existe no mundo fique fora da sala?

A partir da minha vivência em ambientes corporativos e também em consultoria, fiz algumas observações que gostaria de compartilhar para talvez responder ao questionamento feito acima.

O Mercado

O mercado de treinamento corporativo é focado no conteúdo. Em uma breve busca a fornecedores dessa área, é possível encontrar todo tipo de conteúdo, embalados em formatos bastante diversos. Esses produtos também possuem uma grande variação de preço indo desde os e-learnings menos customizáveis até treinamentos presenciais robustos, com consultores e especialistas de alto nível. De fato, o mercado está cheio de produtos muito bons.

Para esse tipo de fornecedor, quanto mais replicável o produto, seja um treinamento a distância ou uma imersão presencial de uma semana, maior a sustentabilidade do negócio. Menos esforço e mais lucro, o que não condeno. Com a quantidade de empresas nesse mercado é importante pensar na sustentabilidade do negócio.

Some a esse cenário as metas de treinamento de RH – geralmente baseadas em horas de treinamento por funcionário. O que acontece? O RH realiza um levantamento perguntando aos gestores o que eles desejam desenvolver nas equipes, vai ao mercado buscar os fornecedores que entregam esse conteúdo, compra os pacotes e os entrega para a organização realizar dentro de um período determinado, alcançando assim as metas definidas e alimentando o mercado com essa demanda por conteúdos prontos e bem embalados.

O funcionamento

Tudo parece funcionar perfeitamente, não? Na teoria sim, mas o que vemos é cada vez menos engajamento, menos assimilação e aplicação prática do conteúdo que é passado na educação corporativa. O conteúdo está obsoleto? O formato já não é adequado? Precisamos buscar novos fornecedores?

Mais uma vez, vou compartilhar com vocês minha visão sobre esse gargalo: o mercado de treinamento corporativo é focado no conteúdo e somente no conteúdo.

A torta de morango

Imagine que eu lhe ofereça uma linda torta de morango, feita com chantilly fresco e morangos silvestres. Linda e apetitosa. Só que você não gosta de morangos. Ou está de dieta. Você até pode provar e comer por educação, mas jamais vai consumi-la com gosto. Não é o que te agrada ou o que você precisa naquele momento.

O mesmo acontece com a educação corporativa. Oferecemos produtos incríveis, mas não pensamos em quem o está consumindo. Não sabemos se é adequado para aquele público ou para aquele momento. Não nos questionamos se o melhor formato é presencial, à distância ou algum outro mais adaptado à realidade de quem será aprendiz. Não levantamos com profundidade quem é o público receptor e o que ele precisa.

É claro que para isso funcionar existem três esferas que precisam ser compreendidas: o aluno, o gestor do aluno e a organização. É preciso realizar uma imersão e cruzar as demandas e o perfil de cada um desses três pilares para então definir conteúdo e formato.

A educação corporativa somente irá evoluir para uma atividade engajadora e eficaz no momento em que equilibrarmos o peso que damos ao conteúdo e ao público. Mais do que ter o melhor conteúdo do mercado, é preciso saber falar com o público-alvo e compreender o que e como ele quer aprender.

Nessa jornada, podemos identificar que determinados formatos não se adequam a educação de alguns grupos, enquanto fazem todo o sentido para outros. O próprio público-alvo pode expor o que melhor funciona como canal de aprendizado e iniciar uma parceria com RH muito mais produtiva e além das metas de treinamento por funcionário.

Afinal, na vida real ninguém desliga o celular, não é mesmo?

Fonte: Passa no RH - 99Jobs.com

12/05/2016


 

         


 
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